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Noticias de ‘Família’

Família é o sujeito do crescimento diz Papa

Bento XVI destacou a importância de reconhecer a família como principal sujeito para fazer amadurecer pessoas livres e responsáveis, no contexto atual em que esta instituição é tantas vezes colocada em xeque.

O Papa discursou na tarde deste domingo, no Palácio Público de San Marino, durante o encontro que manteve com os membros do governo, do congresso e do corpo diplomático.

Ele falou que hoje a instituição familiar é questionada, “quase em uma tentativa de ignorar seu irrenunciável valor”.

O Papa denunciou que “os que sofrem as consequências são os grupos sociais mais frágeis, especialmente as jovens gerações, mais vulneráveis e por isso mais facilmente expostas à desorientação, a situações de auto-marginalização e à escravidão das dependências”.

Neste sentido, constatou que, “diminuindo o apoio familiar”, frequentemente os jovens se vêem diante de muitos obstáculos “para uma normal inserção no tecido social”.

“É importante reconhecer que a família, assim como Deus a constituiu, é o principal sujeito que pode favorecer um crescimento harmonioso e fazer amadurecer pessoas livres e responsáveis, formadas em valores profundos e perenes”.

Bento XVI chegou à Praça da Liberdade de San Marino às 16h30. Foi acolhido pelos Capitães Regentes da República.

Após as honras militares e a interpretação dos hinos pontifício e da República de San Marino, o Papa e os Capitães Regentes entraram no Palácio Público. Na Sala do Conselho dos XII foram apresentados ao pontífice os ministros do governo e seus familiares.

Depois o bispo de Roma firmou um livro de visitas ilustres e manteve uma conversação privada com os Capitães Regentes, que concluiu com uma troca de presentes.

Em seguida, houve o encontro oficial com os membros do governo, do congresso e do corpo diplomático.

Ao finalizar o encontro, Bento XVI saudou os organizadores da visita, saiu do Palácio e, com os Capitães Regentes, foi até a Basílica de San Marino.

Acolhido no templo por seu reitor, Dom Lino Tosi, o Papa se deteve depois a adorar o Santíssimo Sacramento.

 

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Feminino e masculino são destaques no Simpósio da Família em Aparecida do Norte

Na manhã de sábado, 28, no auditório do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida do Norte (SP), começou o 1º Simpósio Nacional da Família, evento que pertence a 3ª Peregrinação Nacional da Família, que segue até amanhã, 29.

Logo no início, o ex-presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da CNBB, Arcebispo de Londrina (PR), Dom Orlando Brandes, fez a acolhida dos mais de 670 pessoas que lotam o auditório e dos sete bispos que vieram prestigiar o evento. Além da acolhida, Dom Orlando fez “solenemente”, como o próprio arcebispo afirmou, a passagem da presidência da Comissão ao novo presidente, oBispo de Camaçari (BA), Dom João Carlos Petrini.

“A nova chefia está aqui. Dom Petrini é, sem dúvida, um dos mais preparados e qualificados a continuar a elevar o nome da Pastoral Familiar e, principalmente da família ao povo brasileiro. Além de ser um excelente bispo, ele é um sociólogo, vai saber atingir o mais profundo ser dentro da Pastoral Familiar. Também tem muitos contatos no Pontifício Conselho para a Vida e a Família, na Santa Sé”, argumentou Dom Orlando.

Dom Petrini, por sua vez, recebeu as palavras de Dom Orlando, agradeceu a todos os presentes e afirmou que sua caminhada está apenas começando, e pediu a  ajuda dos representantes dos 17 regionais da CNBB, que estão presentes no Simpósio, para dar “passos firmes e solidificados” para levar a família aos “mais altos planos de nossa sociedade”.

Simpósio

A membro da Pastoral Familiar do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo), irmã Ivonete Kurten, foi a mediadora da mesa de palestrantes dessa manhã. Os conferencistas da manhã foram o padre Rinaldo Roberto de Rezende, cura da Catedral de São Dimas (São José dos Campos-SP), com a conferência “A missão da família cristã no mundo contemporâneo”, e o padre José Fernandes de Oliveira, mais conhecido como padre Zezinho, com a conferência “Família e transmissão da fé (pais pedagogos).

Confira um pouco do discurso dos sacerdotes:

Padre Rinaldo Rezende

Segundo padre Rinaldo, falou sobre o amor a fidelidade para o casal. Citou por diversas vezes as palavras do Beato João Paulo II e do Papa Bento XVI, também de Madre Tereza da Calcutá e do filósofo alemão, Freiderich Nieschtz. “Amor e fidelidade são para sempre, nosso desafio será solidificar esses sentimentos e, para isso, devemos passar pelo ensinamento dos jovens. Devemos mostrar aos jovens o que é o verdadeiro sentimento da família. Pois quem nunca sofreu, nunca amou, e todos devemos aprender a sofrer para tirarmos os ensinamentos da vida”.

Padre Rinaldo destacou o ser feminino na preservação da família e o papel do homem na fortificação dessa família. “A beleza salvará a humanidade, e a beleza da mulher salvará a humanidade, como Maria, mãe de Jesus. Nós temos uma mãe, e ‘estamos na casa dela’. Já os homens são a fortaleza dos filhos, e os filhos são o futuro de nossa sociedade. Quanto mais o casal se amar, mais vai proclamar e evidenciar Cristo, quanto menos o casal se amar, mais irá escondê-Lo. A Pastoral Familiar é o instituto que afirma que o amor a gente não se faz, se vive”, disse o padre.

Padre Zezinho

“Amor é diálogo e família é diálogo, se não for esfacela-se, então a palavra principal de um relacionamento é diálogo. Boas relações ensinam boas reações. A família é a única que transmite a vida e dela esse direito é fundamental e intrínseco. O matrimônio é desafio na nossa sociedade, pois os nossos exemplos estão nos terceiros ou quartos matrimônios, são os grandes empresários, políticos, artistas e celebridades, mas a família é o bem maior, por isso demonstrar bons exemplos a humanidade de para sermos parâmetro aos outros”, destacou o padre Zezinho, em sua palestra, que foi interrompida em diversos momentos pelos aplausos da platéia, que ainda destacou a catequese feita pelos pais e a atuação da Igreja na formação da família.

O padre Zezinho destacou as palavras firmes em favor da formação da família. “Precisamos deixar de ser uma Igreja de tintura ou frases bonitinhas para dizer ‘pode’ ou ‘não pode’ em relação à família. Devemos ser firmes para que essa instituição não se perca no tempo. Que pena os documentos da Igreja não são lidos nos púlpitos, mas sim os depoimentos pessoais. Nós precisamos falar do casal de sempre e para sempre, o processo é pedagógico. Devemos valorizar os nossos documentos, os documentos da Igreja, porque ela quer lares proféticos, e os documentos são essa profecia”, explicou padre Zezinho.

 

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Famílias do Brasil vêm à Casa da Mãe Aparecida em peregrinação

A 3º Peregrinação Nacional da Família ao Santuário Nacional será realizada no próximo final de semana (28 e 29), o encontro de famílias vindas de várias partes do Brasil é uma parceria da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), juntamente com a Comissão Episcopal Pastoral para a vida e a Família da CNBB.

O tema do encontro este  ano é ‘Família, Pessoa e  Sociedade’.

Nestes dois dias será realizada uma programação especial  as famílias que estiverem em peregrinação com missas, procissões, orações e pregações dos bispos convidados.

No sábado (28), a celebração das 18h, no Santuário Nacional de Aparecida do Norte, será presidida pelo Cardeal arcebispo de Aparecida (SP) e atual presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis.

 

História da Peregrinação Nacional das Famílias - A primeira edição da Peregrinação Nacional da Família aconteceu em 24 de maio de 2009. A cidade escolhida para receber este evento foi Aparecida do Norte.

O tema em 2009 foi: ‘Família Discípula Missionária a Serviço da Vida’. Naquele ano o público foi de 130 mil pessoas, segundo dados da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

A segunda edição reuniu 150 mil pessoas. O tema foi ‘Família, formadora de valores humanos e cristãos’.

Para esta terceira edição se espera um número recorde de participantes, que gire em torno de 170 a 200 mil pessoas.

 

fonte a12.com
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Santuário Nacional em Aparecida do Norte recebe a 3ª Peregrinação Nacional das Famílias

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil em Aparecida do Norte (CNBB), através da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da CNBB, realiza entre os dia 28 e 29, a 3º Peregrinação Nacional da Família a Aparecida.  O tema proposto para este ano é ‘Família, Pessoa e Sociedade’.

Segundo a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, por meio de seu assessor, padre Luiz Antônio Bento, a Peregrinação é a ocasião para o povo brasileiro demonstrar que é na família, onde se dá e se recebe ternura, carinho, apreço, segurança, generosidade e amor.

A programação da 3ª Peregrinação Nacional da Família contará com missas, procissões, orações e pregações dos bispos participantes, animação e debates.

Constam ainda da programação, uma série de conferências, como: ‘A missão da família cristã no mundo contemporâneo’, do padre Rinaldo Roberto de Rezende, de São José dos Campos (SP), ‘Família e transmissão da fé’ (pais pedagogos), ministrada pelo padre Zezinho., ‘Família e políticas familiares’, por Dom Joaquim Justino Carreira, bispo auxiliar de São Paulo (SP) e ‘Família e afetividade: educar para o amor’, de Cleusa Thewes, assistente social, terapeuta familiar, especialista em gerontologia, psicologia transpessoal e Orientação Familiar.

Até o momento já confirmaram presença os bispos: Dom Salvador Paruzzo, bispo de Ourinhos (SP); Dom João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano; Dom Orlando Brandes, arcebispo de Londrina (PR); Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador (BA) e Primaz do Brasil; Dom Alfredo Schaffler, bispo de Parnaíba (PI); Dom Ceslau Stanula, bispo de Itabuna (BA) e Dom Odilo Pedro Scherer, Cardeal arcebispo de São Paulo.

No sábado (28), a missa das 18h, no Santuário Nacional será presidida pelo Cardeal arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis.

Informações CNBB

 

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EDUCAR É “EMERGÊNCIA” NA MISSÃO DA IGREJA

“Educar e testemunhar segundo a Boa-Nova de Jesus Cristo é uma verdadeira emergência na missão da Igreja”, afirma o arcebispo de Braga, Dom Jorge Ortiga.

Em uma reflexão apresentada na VI Jornada da Família, no arciprestado de V. Nova de Famalicão, nesse sábado, o arcebispo destacou que hoje se vive “num tempo novo que exige de nós o esforço contínuo de repensar os modelos educativos”.

Dom Jorge Ortiga adverte do risco das correntes pedagógicas do facilitismo e da lei do menor esforço no âmbito da educação. Incentivam-se “pedagogias centradas na auto-realização individual sem vislumbrar uma cultura da fraternidade e da partilha de valores”.

Trata-se de um panorama que contagiou a família, a escola e a própria Igreja.

“A família, na sua forma materna e paterna, já não ousa contrariar as crianças e permite precocemente, por demissão ou por omissão, todo o tipo de experiências que desequilibram o crescimento integral da pessoa.”

Segundo o arcebispo, “é preciso clareza e comunhão no exercício do testemunho parental. Onde está um sim também pode estar um não”.

Já a escola, “na perspectiva redutora de uma formação pluricultural, não tem sido capaz de delinear um projeto educativo respeitador e promotor de uma cultura verdadeiramente humana”.

“Impõe-se a todo o custo uma ideologia educativa estatal com a consequente eliminação silenciosa de todas as propostas educativas que orientem para os valores do testemunho, da autoridade, da seriedade, da vontade de trabalho e de iniciativa, da fé e da visão cristã do mundo.”

Dom Jorge Ortiga também assinala que a Igreja, “na sua tarefa irrenunciável de apresentar um projeto educativo à luz do pensamento cristão, nem sempre tem sido capaz de propor um itinerário de crescimento e de diálogo entre a fé e a razão”.

“A formação dos agentes educativos da Igreja é urgentíssima porque estamos a perder oportunidades únicas de testemunhar com a vida o anúncio primordial da fé cristã”, afirma.

Para enfrentar essa situação, o arcebispo indica alguns “ministérios possíveis”, como a utilização das novas tecnologias, a criação de equipes de jornalismo para elaborar boletins paroquiais, a formação de equipes de voluntariado de ação social, a promoção de iniciativas de índole cultural onde o pensamento cristão seja apresentado com criatividade e originalidade.

Segundo o arcebispo, não se pode exigir dos católicos que “venham somente à Eucaristia dominical, é preciso que a comunidade acolha com a alegria as várias sinergias e dons ao serviço do Evangelho”.

Ensino

Dom Jorge Ortiga partilhou sua preocupação da redução da educação em Portugal “a uma certa demagogia ideológica”.

“Ultimamente verifica-se uma polarização da perspectiva economicista da educação. Por nosso lado não podemos deixar de dizer que o ensino privado não pode ser visto como contraponto do estatal.”

O ensino privado – prossegue o arcebispo – “é ensino público na medida em que está ao serviço de toda a sociedade na formação dos quadros diretivos e do tecido produtivo do nosso país”.

“Certamente que a questão econômica não é despicienda mas é necessário garantir o direito das famílias poderem escolher o modelo educativo para os seus filhos.”

O prelado fez um apelo “a uma educação integral resultante de testemunho de vida e da competência técnica de todos aqueles que interagem no acompanhamento vocacional das crianças e dos jovens”.

“Uma educação que não seja auto-realização ou funcionalista mas que eduque as novas gerações para uma cidadania exigente e ativa na luta por um progresso justo e humano.”

Ele pediu ainda o compromisso dos cristãos em “propor uma educação católica, universal e diversificada, que toque as grandes questões da nossa existência”.

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