Noticias de ‘Catequese’
“Rezar mesmo quando Deus parece não responder”, pede Bento XVI
O Papa Bento XVI falou sobre a oração de Jesus ligada à sua ação curadora na Catequese desta quarta-feira, 14. A meditação do Pontífice teve como base o episódio da cura do surdo-mudo (cf. Mc 7,32-37), citando também a ressurreição de Lázaro (cf. Jo 11,1-44). Essa oração manifesta novamente a relação única de conhecimento e comunhão de Jesus com o Pai.
“Lendo essa narração, cada um de nós é chamado a compreender que, na oração de súplica ao Senhor, não devemos esperar um cumprimento imediato daquilo que nós pedimos, da nossa vontade, mas confiar-nos antes de mais nada à vontade do Pai, lendo cada evento na perspectiva da sua glória, do seu plano de amor, muitas vezes misterioso aos nossos olhos. Por isso, na nossa oração, súplica, louvor e agradecimento deveriam fundir-se, também quando nos parece que Deus não responde às nossas expectativas concretas. O abandonar-se ao amor de Deus, que nos precede e acompanha sempre, é uma das atitudes de fundo do nosso diálogo com Ele”, explicitou Bento XVI.
O Bispo de Roma ensinou que, antes que o dom seja concedido, é preciso aderir Àquele que dá, pois o doador é mais precioso que o dom. “Também para nós, portanto, muito além daquilo que Deus nos dá quando O invocamos, o maior dom que pode nos dar é a Sua amizade, a Sua presença, o Seu amor. Ele é o tesouro precioso a se pedir e proteger sempre”.
Nessa perspectiva, a oração confiante de um crente é um testemunho vivo da presença de Deus no mundo, do seu interessar-se pelo homem, do seu agir para realizar o seu plano de salvação.
“Nossa oração abre a porta a Deus, que nos ensina a sair constantemente de nós mesmos para sermos capazes de nos fazer próximos dos outros, especialmente nos momentos de provação, para levar a eles consolação, esperança e luz. O Senhor nos conceda sermos capazes de uma oração sempre mais intensa, para reforçar nossa relação pessoal com Deus Pai, alargar nosso coração à necessidade dos que nos são próximos e sentirmos a beleza de ser ‘filhos no Filho’, unidos com tantos irmãos”, afirmou.
Jesus é vencedor na batalha entre o bem e o mal, afirma Bento XVI
“Sim, no mundo há muito mal, há uma batalha permanente entre o bem e o mal e parece que o mal seja mais forte. Não! Mais forte é o Senhor, o nosso verdadeiro Rei e sacerdote, Cristo, porque combate com a força de Deus e, apesar de todas as coisas que nos fazem duvidar do êxito positivo da história, vence Cristo e vence o bem, vence o amor, não o ódio”, afirmou confiante o Papa Bento XVI na Catequese, em que falou sobre o Salmo 109 (110).
“Nestas últimas Catequeses, quis apresentar-vos alguns Salmos, preciosas orações que encontramos na Bíblia e que refletem as várias situações da vida e os vários estados de ânimo que podemos ter diante de Deus. Gostaria, portanto, de renovar a todos o convite a rezar mais com os Salmos, também habituando-se a utilizar a Liturgia das Horas, as Laudes pela manhã, as Vésperas ao final da tarde, as Completas antes de dormir. A nossa relação com Deus não poderá deixar de ser enriquecida no cotidiano caminho rumo a Ele, realizado com maior alegria e confiança”, destacou.
A tradição da Igreja considera este Salmo como um dos textos messiânicos mais significativos. O rei cantado pelo Salmista é Cristo, o Messias que instaura o Reino de Deus e vence as potências do mundo, é o Verbo gerado pelo Pai antes de toda a criatura. O evento pascal de Cristo torna-se, assim, a realidade a que o Salmo convida a olhar, olhar a Cristo para compreender o sentido da verdadeira realeza, viver no serviço e no dom de si, em um caminho de obediência e amor levado “até o fim” (cf. Jo 13,1 e 19,30).
“Rezando com este Salmo, peçamos portanto ao Senhor para poder proceder também nós em seus caminhos, no seguimento de Cristo, o Rei Messias, dispostos a subir com Ele o monte da cruz para chegar com Ele à glória, e contemplá-lo sentado à direita do Pai, rei vitorioso e sacerdote misericordioso, que dé perdão e salvação a todos os homens. E também nós, tornados, por graça de Deus, ‘raça escolhida, um sacerdócio régio, uma nação santa’ (cfr 1 Pe 2,9), poderemos chegar com alegria às fontes da salvação (cf. Is 12,3) e proclamar a todo o mundo as maravilhas d’Aquele que nos ‘chamou das trevas à sua luz maravilhosa’ (cf. 1 Pe 2,9)”, destacou o Pontífice.
“Quem vê esperança na morte, vive uma vida de esperança”,diz Papa
O Papa Bento XVI dedicou a catequese desta quarta-feira, 02, ao dia de finados, oferecendo a todos os fiéis uma explicação sobre o significado deste dia e sobre a esperança que deve brotar no coração dos cristãos diante da morte.
“Caros amigos, a solenidade de todos os santos e a comemoração de todos os fiéis defuntos nos dizem que somente quem pode reconhecer uma grande esperança na morte, pode tamném viver uma vida a partir da esperança”, afirmou.
O Santo Padre falou sobre a visita aos cemitérios que caracteriza a comemoração dos fiéis defuntos, destacando que este gesto deve levar os fiéis a traçarem um caminho de renovada esperança na vida eterna.
“A estrada da morte, na realidade, é uma vida de esperança e, percorrer os nossos cemitérios, como também ler aquilo que está escrito sobre as tumbas, é cumprir um caminho marcado pela esperança na eternidade”, destacou
O papa também abordou questões relativas ao medo da morte e sobre os riscos que provém do desejo de procurar respostas diante da vida após a morte.
“Hoje o mundo se tornou, ao menos aparentemente muito mais racional, ou melhor, se difundiu a tendência de pensar que todas as realidades devem ser afrontadas com os critérios da ciência experimental (…) Deste modo, nem se dá conta que deste modo pode-se cair em formas de espiritismo, na tentativa de contato com o mundo além da morte”, exortou.
Bento XVI diante dos túmulos dos Papas
Às 18h no horário de Roma (15h no horário de Brasília), Bento XVI se dirigiu à cripta dos papas, que fica localizada no subsolo da Basílica Vaticana, onde fez um breve momento de oração por todos os defuntos diantes dos túmulos dos vários papas que estão enterrados no local.
Convite do Papa para este tempo: entrar na escola da oração
Você já parou para observar que as catequeses do Papa geralmente se organizam em ciclos? O conjunto de discursos proferidos nas chamadas audiências gerais das quartas feiras, muitas vezes é até publicado pela Editora Vaticana. Seguir com total atenção aquilo que o Papa diz a cada quarta-feira é indispensável para o cristão que quer acompanhar o pensamento da Igreja, o qual se atualiza a cada semana através das palavras do Sucessor de Pedro, que nos tempos atuais é o Papa Bento XVI.
A cada quarta-feira, o Papa faz uma reflexão sobre questões que merecem a nossa atenção enquanto cristãos e agentes da sociedade. Nas audiências gerais, o Santo Padre literalmente fala para o mundo que, no Vaticano, é representado por milhares de caravanas de peregrinos de várias nacionalidades, a cada semana.
Desde o ultimo dia 4 de maio, o Papa iniciou um novo ciclo de catequeses sobre a oração, depois de ter concluído os ciclos sobre os Padres da Igreja, os grandes teólogos da Idade Média e as grandes mulheres.
“Com os primeiros discípulos, com confiança humilde, dirijamo-nos então ao Mestre e peçamos-lhe: ‘Senhor, ensina-nos a rezar’. Estas foram as primeiras palavras que Bento XVI proferiu ao iniciar o ciclo de catequeses sobre a oração. No caso deste primeiro discurso, realizado no dia 4 de maio, o santo padre fez uma introdução sobre o valor da oração e explicou o quanto na história da humanidade, o homem sentiu e sente a necessidade profunda de um contato com algo que o transcende.
“O homem de todos os tempos reza porque não consegue deixar de se interrogar sobre o sentido da sua existência”, explicou o Papa.
A oração na vida de todos
O santo padre tem afirmado com todas as letras que a oração não está ligada a um contexto particular, mas encontra-se inscrita no coração de cada pessoa. De modo pedagógico, Bento XVI, o grande teólogo e professor, tem trazido uma enorme contribuição para a Igreja Universal, demonstrando que rezar é questão de vida ou de morte, como ele mesmo afirmou.
“O Papa disse no inicio das catequeses que a oração não deve deixar de ser considerada. Neste ciclo, se redescobre a beleza de um Papa teólogo que narra como, no fundo, toda a teologia é oração”, diz Andrea Gagliarducci, vaticanista do jornal italiano “Il Tempo” e responsável pelo site www.mondayvatican.com.
O vaticanista também explicou que o Papa não somente introduz a todos nesta “escola de oração”, mas traz orientações precisas para o cristão sobre a melhor forma de rezar.
“Sem a oração, se perde o contato com a fé. O Papa deixa para todos nós um modo de rezar, nos dá um exemplo e seu exemplo é o da reflexão sobre as escrituras e os padres da Igreja”, afirmou Andrea Gagliarducci.
Sequência de catequeses sobre a oração
Nas duas primeiras catequeses, como vimos, o papa explicou o que é a oração. Nas que se sucederam, mais precisamente, quatro delas, Bento XVI trouxe a experiência vivida pelos patriarcas e profetas do antigo testamento no tocante à oração.
Nas duas últimas, o papa conduziu-nos à experiência de oração que se dá através da palavra de Deus. No dia 22 de junho, ele refletiu sobre os salmos, no dia 3 de agosto, sobre o contato com a palavra de Deus também nos tempos livres e de descanso e na última quarta-feira,10, sobre o silêncio da oração.
O ciclo de catequeses sobre a oração já cumpriu até aqui, um itinerário muito rico. Um caminho espiritual que tem nos levado a refletir sobre a importância da oração em nossa vida. Muitos talvez tenham perdido a oportunidade de acompanhar alguns destes discursos até o momento, mas talvez o que foi explicado acima tenha instigado a curiosidade daqueles que querem de fato ouvir o que a Igreja está dizendo sobre as questões fundamentais. Este ciclo, com base naqueles anteriores, talvez já esteja terminando, mas nunca é tarde para “embarcar” em um novo ciclo de catequeses que, em cada período, demonstra que as palavras “bem ditas e benditas” podem levar o ser humano a experiências inesquecíveis.
“Na oração, em cada época a história, o homem considera-se a si mesmo e a sua situação diante de Deus, a partir de Deus e em vista de Deus, e experimenta que é criatura carente de ajuda, incapaz de alcançar sozinho o cumprimento da própria existência e da própria esperança” (catequese do dia 11 de maio de 2011)























