Noticias de ‘Bento XVI’
Bento XVI convida fiéis a resgatar sentido cristão do Natal
No fim de ano é comum a saudação “Feliz Natal! Boas festas!”. Mas será que esta saudação ainda carrega consigo seu profundo valor religioso? É o que nos convida a pensar o Papa Bento XVI.
Na Audiência Geral realizada na Sala Paulo VI, o Santo Padre se encontrou com grupos de peregrinos e fiéis vindos da Itália e de todo mundo e alertou-os a ver o verdadeiro sentido do Natal, aquele sagrado e cristão, sem distrair-se pelas realidades externas, de modo que “também a nossa alegria não seja superficial, mas profunda”.
“O Natal, de fato, não é simplesmente o aniversário do nascimento de Jesus, é isso também, mas é mais que isso, é a celebração de um Mistério que marcou e continua a marcar a história do homem: o próprio Deus veio habitar em meio a nós (cfr Jo 1,14), se fez um de nós; um Mistério que afeta nossa fé e nossa existência; um Mistério que vivemos concretamente na Celebração Litúrgica, especialmente na Santa Missa”, explica o Pontífice.
Mas como viver hoje o Natal? Bento XVI lembra que o Salmo Responsorial da Missa de Natal diz “Hoje nasceu para nós o Salvador”. Esse advérbio de tempo “hoje” aparece mais vezes nas celebrações natalinas mostrando que tal acontecimento ultrapassa os limites do espaço e do tempo e se torna atual, presente, e o seu efeito é contínuo, mesmo com o passar dos dias, dos anos e dos séculos.
“Indicando que Jesus nasce ‘hoje’, a Liturgia não usa uma frase sem sentido, mas destaca que este Nascimento investe e permeia toda a história, e permanece uma realidade, na qual, também hoje, podemos alcançar”, destaca o Papa.
Deus está entre nós
A celebração do Natal renova a certeza que Deus está realmente presente em meio a humanidade, ele se faz carne naquele Menino nascido em Belém. “Nós podemos encontrá-lo agora, num ‘hoje’ que não acabou”, reforça o Santo Padre.
Ao repetir “hoje nasceu para nós o Salvador” não é usada uma expressão vaga e convencional, mas ressalta que Deus oferece “hoje, agora, a cada um a possibilidade de reconhecê-lo e acolhê-lo, como fizeram os pastores em Belém, porque Ele nasceu também na vida de cada um e a renova, e ilumina com a Sua graça, com a Sua presença”.
“Hoje, o autor do mundo foi gerado do ventre de uma virgem: aquele que fez todas as coisas se fez filho de uma mulher que ele mesmo criou. Hoje o Verbo de Deus apareceu revestido de carne e, enquanto jamais foi visível aos olhos humanos, se torna, além de visível, palpável”, disse o Papa ao recordar as palavras de São Leão Magno.
Natal e Páscoa: dois eventos de uma única obra de redenção
Bento XVI sublinha ainda outro aspecto: o Nascimento de Cristo, em Belém, à luz do Mistério Pascal: um e outro são parte de uma única obra de redenção de Cristo.
“A Encarnação e o nascimento de Jesus nos convidam já a voltar o olhar em direção a Sua morte e a Sua ressurreição: o Natal e a Páscoa são do mesmo modo festa de redenção”, esclarece o Pontífice.
A Páscoa, explica o Papa, é celebrada como vitória sobre o pecado e sobre a morte, a entrada de Deus na história, fazendo-se homem para levar novamente o homem a Deus.
“No Natal nós encontramos a ternura e o amor de Deus que está acima de nossos limites, nossas fraquezas, nossos pecados e que se abaixa até nós. São Paulo afirma que Jesus Cristo, “sendo ele de condição divina (…) esvaziou-se a si mesmo, tomando a condição de servo, fazendo-se semelhante aos homens” (Fl 2,6-7), ressalta o Pontífice.
Eucaristia: momento central do Natal
Bento XVI reforça que na Celebração Eucarística, momento central do Santo Natal, está presente de maneira real Jesus, verdadeiro Pão que desceu do Céu, verdadeiro Cordeiro sacrificado para a salvação da humanidade.
“Sobretudo, contemplemos e vivamos este Mistério na celebração da Eucaristia, centro do Santo Natal; ali está presente de maneira real Jesus”, descata.
Saudação em português
Ao final da Catequese, o Papa deixou seus votos de Natal aos peregrinos de língua portuguesa: “Desejo a todos vós e às vossas famílias um Natal verdadeiramente cristão, de tal modo que os votos de “Boas Festas, que ides trocar uns com os outros, sejam expressão da alegria que sentis por saber que Deus está no meio de nós e deseja percorrer conosco o caminho da vida. Para todos, um santo Natal e um bom Ano Novo, repleto das bênçãos do Deus Menino!”.
Dom Raymundo Damasceno pede por democracia, justiça e paz para a América Latina
O Arcebispo de Aparecida e Presidente da Conferência de Bispos Católicos do Brasil (CNBB), Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, pediu durante a missa que o Papa Bento XVI presidiu no Vaticano, pelo Bicentenário da Independência da América Latina, que a Virgem de Guadalupe inspire o caminho dos países da América Latina na democracia, na justiça e na paz.
O Cardeal participou da Eucaristia junto ao Papa Bento XVI e ao Arcebispo da Cidade do México, Cardeal Norberto Rivera Carrera, diante de milhares de latinos reunidos na Basílica de São Pedro.
“Senti-me muito honrado pelo convite para concelebrar com o Santo Padre em um momento como este”, expressou o Cardeal.
Ele explicou que ‘foi uma celebração muito comovente’ assim como ‘um acontecimento político e social, embora para nós tenha outro significado, como é a celebração da presença da Igreja Católica, do Evangelho, na América Latina desde seus inícios’.
O Cardeal Damasceno expressou seu entusiasmo pela próxima Jornada Mundial da Juventude do Rio do Janeiro 2013 que será celebrada entre os dias 23 e 28 de julho.
“No momento a cruz e o ícone da Virgem estão peregrinando por todas as 276 dioceses (do Brasil), de maneira que estão sendo muito bem acolhidos os dois símbolos da JMJ. Também estamos trabalhando em conferências, e esperamos que tenha um grande êxito e um resultado muito grande para o Brasil, para todo o mundo e sobre tudo para a juventude”, indicou o Cardeal sobre os preparativos”, encerrou.
Fonte: a12.com
Deus revela sua face na paciência, diz Papa a universitários
“Sede, pois, irmãos, pacientes, até a vinda do Senhor. Espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência” (Tg 5,7). Foi com essas palavras que o Papa Bento XVI iniciou sua homilia durante o encontro com os estudantes das universidades pontifícias de Roma, em preparação ao Natal, na tarde desta quinta-feira, 15, na Basílica de São Pedro.
A exortação do Apóstolo à paciência constante é o caminho para acolher em profundidade a questão de Deus. “É justamente na paciência, na fé e na constante busca de Deus, na abertura a Ele, que Ele mesmo revela Sua face. Não precisamos de um deus genérico, indefinido, mas do Deus vivo e verdadeiro, que abre o horizonte do futuro do homem a uma perspectiva firme e uma esperança segura”, destacou.
Para os estudantes de nível superior, que vivem no coração do ambiente sócio-cultural da atualidade, isso parece um convite anacrônico, fora do tempo.
“Mas é mesmo assim? [...] Ainda mais radicalmente podemos nos perguntar: o que significa para mim o Natal; é realmente importante para a minha existência, para a construção da sociedade?”, questiona o Pontífice. Nessa perspectiva, são muitas as pessoas que lançam questionamentos sobre se se deve esperar algo ou alguém, ou, até mesmo, se vale a pena confiar no Menino que está na manjedoura.
O convite de São Tiago à paciência recorda que a certeza da grande esperança do mundo foi dada aos homens e que eles não estão sós. “Tampouco somos nós sozinhos que construímos a história. [...] Deus se fez carne para que o homem compreenda onde mora o sólido fundamento de tudo, o cumprimento de suas aspirações mais profundas: em Cristo”.
A paciência é a virtude dos que dependem da presença de Deus na história, que não se deixam vencer pela tentação de colocar todas as esperanças num futuro simplesmente imediato. Através da Encarnação, Deus mesmo experimenta o tempo do homem e é paciente por primeiro, constante e fiel ao Seu amor pela humanidade. “Ele é verdadeiro ‘agricultor’ da história , que sabe esperar”, indica o Pontífice.
Em todas as vezes que os homens tentaram construir o mundo sozinhos, sem o controle de Deus, o resultado foi marcado pela tragédia das ideologias que, por fim, se revelaram contra o homem e sua profunda dignidade.
“Na gruta de Belém, a solidão do homem é vencida, a nossa existência não é mais abandonada às forças impessoais dos processos naturais e históricos, a nossa casa pode ser construída sobre a rocha: nós podemos projetar a nossa história, a história da humanidade, não na utopia, mas na certeza de que o Deus de Jesus Cristo está presente e nos acompanha”, exorta o Bispo de Roma.
Fé e cultura
O Papa recordou aoa universitários que o Senhor pede a cada um deles a colaboração para construir a cidade do homem, unindo de modo sério e apaixonado a fé e a cultura.
“Convido-vos a buscar sempre, com constante paciência, o verdadeiro Rosto de Deus. [...] Buscar o Rosto de Deus é a inspiração profunda do nosso coração e é também a resposta à questão fundamental que emerge sempre de novo também na sociedade contemporânea”, disse.
O Sucessor de Pedro convidou os universitários a se apressarem no caminho em direção a Belém, levando consigo as expectativas e esperanças dos irmãos, para que todos possam encontrar o Verbo da vida e confiar-se a Ele.
“Levai a todos o anúncio de que o verdadeiro rosto de Deus está no Menino de Belém, tão próximo a cada um de nós que ninguém pode se sentir excluído, ninguém deve duvidar da possibilidade do encontro, porque Ele é o Deus paciente e fiel, que sabe esperar e respeitar a nossa liberdade. A Ele, esta noite, queremos confessar com confiança o desejo mais profundo do nosso coração: ‘Eu busco o Teu Rosto, Senhor; vinde, não tardais!’.
“Rezar mesmo quando Deus parece não responder”, pede Bento XVI
O Papa Bento XVI falou sobre a oração de Jesus ligada à sua ação curadora na Catequese desta quarta-feira, 14. A meditação do Pontífice teve como base o episódio da cura do surdo-mudo (cf. Mc 7,32-37), citando também a ressurreição de Lázaro (cf. Jo 11,1-44). Essa oração manifesta novamente a relação única de conhecimento e comunhão de Jesus com o Pai.
“Lendo essa narração, cada um de nós é chamado a compreender que, na oração de súplica ao Senhor, não devemos esperar um cumprimento imediato daquilo que nós pedimos, da nossa vontade, mas confiar-nos antes de mais nada à vontade do Pai, lendo cada evento na perspectiva da sua glória, do seu plano de amor, muitas vezes misterioso aos nossos olhos. Por isso, na nossa oração, súplica, louvor e agradecimento deveriam fundir-se, também quando nos parece que Deus não responde às nossas expectativas concretas. O abandonar-se ao amor de Deus, que nos precede e acompanha sempre, é uma das atitudes de fundo do nosso diálogo com Ele”, explicitou Bento XVI.
O Bispo de Roma ensinou que, antes que o dom seja concedido, é preciso aderir Àquele que dá, pois o doador é mais precioso que o dom. “Também para nós, portanto, muito além daquilo que Deus nos dá quando O invocamos, o maior dom que pode nos dar é a Sua amizade, a Sua presença, o Seu amor. Ele é o tesouro precioso a se pedir e proteger sempre”.
Nessa perspectiva, a oração confiante de um crente é um testemunho vivo da presença de Deus no mundo, do seu interessar-se pelo homem, do seu agir para realizar o seu plano de salvação.
“Nossa oração abre a porta a Deus, que nos ensina a sair constantemente de nós mesmos para sermos capazes de nos fazer próximos dos outros, especialmente nos momentos de provação, para levar a eles consolação, esperança e luz. O Senhor nos conceda sermos capazes de uma oração sempre mais intensa, para reforçar nossa relação pessoal com Deus Pai, alargar nosso coração à necessidade dos que nos são próximos e sentirmos a beleza de ser ‘filhos no Filho’, unidos com tantos irmãos”, afirmou.
Papa: ‘Maria é um hino à vida, criatura na qual já se realizou a Palavra de Cristo’
Nesta quinta-feira (8), Solenidade da Imaculada Conceição, o papa Bento XVI deixou o Vaticano e foi até a Praça de Espanha, no centro de Roma, para o tradicional ato de veneração a Maria.
O ato teve início com uma oração. Depois da leitura de um trecho do Apocalipse de São João Apóstolo e antes da homenagem com flores à Virgem Maria, o papa se dirigiu aos fiéis e turistas presentes e explicou o simbolismo da imagem que se encontra em uma das mais belas praças de Roma.
“No alto da coluna, a imagem representa ao mesmo tempo Nossa Senhora e a Igreja. A mulher do Apocalipse é a própria Maria, vestida de sol, ou seja, de Deus. Ela tem sob seus pés a lua, símbolo da morte e da mortalidade. Maria é um hino à vida: é a criatura na qual já se realizou a Palavra de Cristo”, afirmou.
Sobre sua cabeça, há uma coroa de doze estrelas, que são as doze tribos de Israel e significa que a Virgem Maria está no centro do Povo de Deus, de toda a comunhão dos santos.
Maria representa a Igreja e carrega no ventre Jesus, que deve levar a todos os homens. Justamente por isso, a Igreja encontra a oposição de um feroz adversário, representado na visão apocalíptica por um enorme dragão vermelho.
Aplicando este simbolismo hoje, Bento XVI afirma que no decorrer dos tempos e em todas as partes do mundo, a Igreja sofre perseguições, mas sai vitoriosa. E por isso a comunidade cristã é a garantia do amor de Deus contra todas as ideologias do ódio e do egoísmo.
Como em outras ocasiões, mais uma vez o Pontífice afirmou que a única insídia que a Igreja deve temer é o pecado dos seus membros.
“Enquanto Maria é Imaculada, a Igreja é santa, mas ao mesmo tempo marcada pelos nossos pecados. Por isso, o Povo de Deus se dirige à sua Mãe celeste e pede a Ela que acompanhe nosso caminho de fé. É disso que precisamos, sobretudo neste momento tão difícil para a Itália, para a Europa e para várias partes do mundo”, disse o papa.
“Que Maria nos ajude a ver que existe luz para além desse manto de neblina que parece envolver a realidade. Maria, rogai por nós”, acrescentou.
fonte: a12.com























